As doenças associadas ou agravadas pela obesidade severa (IMC>30), principalmente o diabete insulino-resistente, a hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, fenômenos trombo-embólicos sistêmicos), doenças osteoarticulares, colelitíase e alguns tipos de câncer, determinam um índice de morbi-mortalidade assustadores, tornando prioritário o tratamento multidisciplinar dessa doença crônica.
Um estudo realizado em 1991, por investigadores da Universidade de Harvard, Boston EUA, comparou o percentual de mortalidade em pacientes obesos, pacientes com peso dentro dos limites de normalidade e pacientes obesos submetidos ao tratamento cirúrgico.
Durante a terceira, quarta e quinta década de vida desses pacientes, houve um índice de mortalidade de quatro a cinco vezes maior na população obesa, porém quando esses pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico o índice de mortalidade se assemelhava ao dos pacientes não obesos, deixando claro o impacto determinado pelo tratamento efetivo da obesidade no índice de mortalidade.
Estima-se que a prevalência da obesidade atinja cerca de 15 a 20% da população adulta brasileira, sendo que 3 a 5% da mesma têm obesidade mórbida (IMC>40).
Não existe uma só técnica para o tratamento da obesidade, mas para que se tenha sucesso é fundamental a transparência e honestidade nas informações e no relacionamento médico-paciente-equipe interdisciplinar.
Cirurgia da Obesidade e do Aperelho Digestivo - Bariátrica
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